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30 de novembro de 2016

Instituto Clima e Sociedade participa da COP 22, no Marrocos, ao lado de donatários


Branca Americano, coordenadora do Portfolio de Política Climática no Clima e Sociedade, fala durante painel na COP 22

Entre os dias 7 e 18 de novembro, cerca de 20 mil participantes – incluindo mais de 70 chefes de Estado e governos – se reuniram em Marrakesh, no Marrocos, para a COP 22 (Conferência das Partes das Nações Unidas). Durante a primeira reunião global após a ratificação do Acordo de Paris, o efeito da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos foi sentido, mas para o bem: as negociações andaram mais rápido e chegou-se à conclusão de que a regulamentação do Acordo de Paris deve estar pronta até 2018. O Instituto Clima e Sociedade participou ativamente das discussões e teve a companhia de donatários como Observatório do Clima, Greenpeace, WRI, Centro Brasil no Clima, Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Engajamundo e CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), e de parceiros como a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e WWF.

Ana Toni, diretora executiva do Clima e Sociedade, ressaltou que observar a atuação dos donatários foi muito importante, inclusive porque alguns resultados estão sendo apresentados em esfera internacional, antes mesmo do lançamento no Brasil. É o caso da EPE, que apresentou na COP suas projeções e cenários futuros antes de fazê-lo em território nacional.

“A participação da sociedade civil no Marrocos foi fundamental para dar um senso de realidade do discurso do Brasil perante o mundo na Conferência Internacional e o que de fato está sendo feito no país. Talvez essa seja uma das questões mais importantes: assegurar que o que se fala lá fora esteja em sintonia com o que se faz aqui dentro”, explica.

Durante a Conferência também ocorreu a reunião do Clima e Sociedade com o ClimateWorks, um de seus financiadores, e com as demais organizações que fazem parte da rede no mundo. O Donor Meeting foi o encontro oficial da ONG americana com seus grantees.

“Acho importante mencionar também que, dentre os donatários do Clima e Sociedade presentes na COP, havia principalmente representantes do portfólio de Política Climática. É relevante pensar nos motivos que levam a conferência a ser ainda um espaço exclusivo de apenas um tipo de organização, e não também de outras relacionados à energia elétrica e mobilidade urbana, por exemplo”, completa Ana Toni.

No que diz respeito às negociações oficiais, Toni ressalta o esforço do atual governo norte-americano de manter um planejamento de longo prazo para redução de emissões (80% até 2050), no intuito de reduzir o potencial impacto de quatro anos de governo Trump. A China também aparece como destaque ao perceber internamente a necessidade de o país entrar em um caminho de descarbonização da economia.

Já o Brasil continua diplomaticamente muito importante para o debate em função da qualidade que apresenta nas discussões, embora as condições internas não sejam favoráveis. Exemplos disso são os três encontros realizados pelos ministros José Sarney Filho (Meio Ambiente) e Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) com a sociedade civil em Marrocos, além das reuniões organizadas pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, capitaneados por Alfredo Sirkis, secretário executivo do Fórum e diretor do CBC, donatário do Clima e Sociedade.

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