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Notícias do iCS

Emissões brasileiras de gases de efeito estufa cresceram 3,5% em 2015, diz SEEG

O SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), iniciativa do Observatório do Clima apoiada pelo Clima e Sociedade, lançou seus novos dados com as emissões brasileiras de...

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Organizado pela EPE com apoio do iCS, workshop internacional sobre eficiência energética destacou os principais desafios e metas da área

 A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) organizou nessa terça-feira (27 de setembro), com apoio do iCS, o Workshop Internacional “O  Papel da Eficiência Energética na Economia de Baixo...

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Como Anda faz retrato das organizações de mobilidade a pé

Ainda um tema relativamente jovem, a mobilidade a pé no Brasil ganhou um aliado na pesquisa Como Anda. Feita em parceria entre Corrida Amiga e...

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Evento: O Papel da Eficiência Energética na Economia de Baixo Carbono do Brasil

 A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Instituto Clima e Sociedade (iCS) promoverão, no dia 27 de setembro, o seminário O Papel da Eficiência  Energética na Economia de Baixo Carbono do...

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Aquecimento global ameaça esportes no Brasil, segundo Observatório do Clima

No relatório “Mais Longe do Pódio – Como as Mudanças Climáticas Afetarão o Esporte no Brasil”, o donatário do iCS Observatório do Clima investigou as consequências do calor excessivo no...

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Entrevista: Leonardo Lacerda, presidente do Conselho do iCS e diretor de meio ambiente da Oak Foundation

Leonardo Lacerda é presidente do Conselho do iCS e diretor de Meio Ambiente da Oak Foundation, em Genebra, na Suíça. Durante um bate-papo de uma hora com o iCS, ele falou sobre a importância da...

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Abertura das Olimpíadas traz discussão da mudança de clima para 3 bilhões de pessoas

A abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi usada como meio para uma mensagem ainda pouco difundida: a urgência do aquecimento global. Com um público de 3 bilhões de pessoas, esta foi...

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NOTÍCIAS DA INTERNET

375 cidades marcham pela causa climática e contra Trump Observatório do Clima em 30 de abril de 2017
O Rio vai marchar pelo clima Observatório do Clima em 28 de abril de 2017
Uso de garantias pelas concessionárias de energia elétrica ganha normatização Canal Energia - Regulação e Política em 28 de abril de 2017
Pantanal perde 13% das matas em 15 anos Observatório do Clima em 28 de abril de 2017
Real Minas Têxtil consegue liminar para não pagar CDE Canal Energia - Regulação e Política em 27 de abril de 2017
Temer renomeou Coelho Filho para o MME Canal Energia - Regulação e Política em 27 de abril de 2017
Acompanhe pela internet o seminário MapBiomas Observatório do Clima em 27 de abril de 2017
MME determina operação das usinas Jaguara e Miranda pela Cemig até o leilão Canal Energia - Regulação e Política em 27 de abril de 2017
Alfredo Sirkis tem um desafio enorme pela frente. Secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC) e diretor do think tank Centro Brasil no Clima, donatário do iCS, ele é o responsável por articular os setores da sociedade (público, privado e sociedade civil) para deixar o Brasil nos trilhos que levem ao cumprimento das metas expostas em sua NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês), no Acordo de Paris. Se o desafio é grande, a ambição é maior, e Sirkis acredita que o país pode inclusive superar as metas da NDC e contribuir no futuro para um mundo carbono neutro – começando pela redução drástica no desmatamento da Amazônia. Confira nessa entrevista exclusiva os planos para o FBMC e como o atual momento político nacional influencia na tomada de decisões. Alfredo Sirkis - Divulgação iCS: Sirkis, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas é um espaço de concentração de atores da sociedade e do Estado. Qual são seus propósitos e papéis prioritários? Alfredo Sirkis: Este ano vamos tratar de algumas questões imediatas como o repique do desmatamento, mas a nossa tarefa fundamental é elaborar dois ou três cenários -- previamente negociados com esses atores da sociedade e do Estado e tecnicamente rigorosos -- para a implementação da NDC brasileira. Quero completar isso em outubro, antes da COP 23, em Bonn. Para 2018, a meta é completar o primeiro ciclo de revisão da nossa NDC - penso que podemos chegar abaixo de 1 Gt [de CO2e] em 2030 -  e traçar o início de uma estratégia de longo prazo para a descarbonização drástica do Brasil na segunda metade do século. Há também um leque de tarefas de adaptação ao inevitável. iCS: Quais são as suas expectativas para esse trabalho de elaboração de cenários até Bonn? AS: Deve conter uns dois ou três cenários para tirar a NDC do papel, sempre com aquela preocupação de considerar a poesia, não a prosa. Isso quer dizer: valem os 1.3 Gt em 2025 e 1.2 Gt, em 2030 (até a revisão, é claro). A forma de chegar lá pode variar. Não precisa seguir ipsis literis a INDC naquela sua parte meio discursiva que tem umas imprecisões e incoerências. O importante é o resultado e precisamos traçar alguns caminhos alternativos. Precisamos avançar em termos de instrumentos econômicos, algo que a NDC não fala muito, porém que é absolutamente essencial. Por exemplo, já apareceu na modelagem do Opções de Mitigação, feito para o MCTI e coordenado pelo professor Roberto Schaeffer, da COPPE/UFRJ. Indica que, no Brasil, o preço da tonelada de carbono, na faixa de 10 a 20 dólares, teria efeitos significativos como indutor de soluções descarbonizantes. O mais importante: reduzir drasticamente --abaixo de 4 mil km2-- o desmatamento, até 2020, e fazer uma reforma tributária (neutra) taxando o carbono e compensando com redução de outros tributos. Isso dá um sinal para toda economia. iCS: Em 2009, o Fórum foi reconhecido como um dos instrumentos da Política Nacional de Mudanças Climáticas. Como é a relação do Fórum com as outras instâncias dessa Política? AS: Estamos dialogando sem parar com diferentes áreas do governo, do setor privado, da academia e do terceiro setor. Dialogar é diferente de marcar posição. No governo tínhamos aquela situação de cada área atirando para um lado diferente. Semana passada o GEx (Grupo Executivo sobre Mudança do Clima) se reuniu pela primeira vez desde 2015. Chega a ser meio engraçado, mas estamos mediando tensões entre ministérios... Meu esforço maior no momento é trazer para esse diálogo as áreas que por natureza ou circunstância estavam afastadas: Casa Civil, Agricultura, Desenvolvimento e Indústria, Fazenda, Defesa, etc. Estamos entrando bem no segundo e terceiro escalão. Em todos há servidores que já entenderam o risco e a oportunidade. iCS: O Fórum é constituído por nove Câmaras Temáticas, que visam estabelecer ações para o cumprimento da NDC brasileira. Quais são elas, como são formadas e quais já iniciaram a atuação? AS: Na verdade, dez: uma de adaptação, em vez daquela minha ideia inicial de um sub fórum, isso por uma ponderação formal da Casa Civil. São elas: 1) Florestas e Agropecuária 2) Energia (elétrica) 3) Transportes & Mobilidade (inclui combustíveis fósseis e biocombustíveis) 4) Indústria 5) Cidades e Resíduos 6) Finanças 7) Tecnologia e Inovação 8) Defesa 9) Visão de Longo Prazo (também faz a relatoria final dos cenários para NDC) e 10) Adaptação. Já estão em funcionamento: Florestas e Agropecuária, com 3 grupos de trabalho, inclusive; Energia e Visão de Longo Prazo.  Essa semana se instalam: Finanças, Cidades e Resíduos e Indústria. Em maio: Inovação, Adaptação e Defesa (os militares querem esperar o novo decreto que inclui o ministério da Defesa). Temos uma participação representativa e intensa de pessoas do governo, terceiro setor, academia e iniciativa privada. iCS: Em recente entrevista ao Observatório do Clima, o senhor notou que o presidente Temer, embora não conheça o assunto tão profundamente, atribui importância a ele. Nestes meses iniciais como secretário-executivo do FBMC, essa percepção permanece inalterada? AS: Olha, nessa crise, com tudo que está acontecendo, ele não deve pensar muito no assunto... Estive com ele uma vez apenas depois da entrega da ratificação do Acordo de Paris, em Nova York. Atendeu ao que solicitei. O governo é muito contraditório com conflitos constantes, sobretudo entre o MMA (Ministério do Meio Ambiente) e a base parlamentar que ele necessita para as reformas. É uma situação muito complicada. Preciso dar nó em pingo d'água. Mas qual a alternativa? A extrema fraqueza do governo o expõe ao mesmo tempo à pressão do outro lado à nossa. Essa luta não é fácil em nenhum canto do mundo, salvo talvez alguns países nórdicos. Quando vejo as dificuldades daqui, penso nos EUA... iCS: Como o senhor observa justamente essa governança do Clima no Brasil, e os embates políticos entre os diferentes Ministérios quando esse tema entra em pauta? AS: A briga é menos dos ministérios do que do MMA com segmentos da base parlamentar. Veja: os interesses estratégicos do setor moderno da agricultura brasileira estão muito mal representados no Congresso. O que fala alto lá são certos interesses locais, pequenos mas bem articulados politicamente.  São uns pecuaristas, madeireiros ou arrozeiros atrasados que têm um interesse localizado, específico em comprometer uma unidade de conservação ou uma terra indígena. Esses aí conseguem tecer um lobby parlamentar considerável e também existe no Congresso aquela hostilidade pavloviana que alguns deputados e senadores criaram contra o ambientalismo em geral e tudo que cheire a isso. Temos que lutar contra isso com habilidade, sem histeria. Na questão climática há pontos fortes de convergência com o empresariado mais sério de todos setores, inclusive no rural. Serão vítimas seguras da catástrofe climática e os minimamente informados já sabem disso. Mas temos que ter habilidade para saber dialogar. De minha parte sou capaz de sentar com o diabo para tentar convencê-lo que precisa reduzir suas emissões - do contrário, no futuro, nem ele vai aguentar o calor do inferno. (Figura de linguagem é claro, até porque o dióxido de enxofre, SO2, não é um gás de efeito estufa...) iCS: O Brasil tem potencial para cumprir a sua NDC, ou até mesmo superá-la? Quais os principais caminhos para isso? AS: Pode sim. Ela foi realizada no pressuposto de um crescimento do PIB médio de 3%, ao ano, até 2030 (o que não vai acontecer) e em cima de uma metodologia de inventariar emissões que, embora respaldada pelo IPCC, é objetivamente leniente. Estou seguro que se tivermos mecanismos econômicos de precificação tanto "real" (para efeito de taxação) quanto positiva (valor econômico do menos-carbono) e mercados subnacionais, como os sete da China e o da Califórnia, o Brasil não só cumprirá a sua NDC mas poderá contribuir, no futuro, para um mundo carbono neutro. É necessário incorporar aos preços as externalidades negativas climáticas e ambientais taxando o carbono -- entre dez e vinte dólares a tonelada -- e recompensar reduções adicionais e antecipadas com uma "moeda do clima", que só pode ser usada para adquirir serviços, produtos e tecnologia que leve a reduções/remoções subsequentes, criando assim um ciclo virtuoso. Em qualquer circunstância é preciso começar de imediato com uma redução drástica, fulminante, do desmatamento, de longe o relativamente mais fácil e barato. iCS: Em um cenário de 1,5ºC até 2100, como trabalhar a questão das emissões negativas e em que estágio encontram-se o Brasil e o mundo nessa questão? AS: Bem, vamos ver o que o IPCC vai dizer de 1,5ºC. Pode ser alcançado sem recurso à geoengenharia em alguma forma? Não sei. Aguardo os cientistas, mas acho que precisamos ter isso como horizonte. Temos que apostar no exponencial. Se há um país do mundo que pode produzir emissões negativas é o Brasil! Atualmente esse país está emerso numa crise econômica devastadora e não se vê de onde virão os investimentos para sair dela, já que não haverá investimento público tão cedo e os juros internos são muito altos. Precisamos atrair poupança internacional que existe em profusão. Estrategicamente, temos grande vantagem comparativa justamente por esse imenso potencial descarbonizante. Mas no curto prazo, qualquer investidor que abra o jornal ou acesse a TV ou internet vê um país se desmantelando e não se arrisca. iCS: O senhor poderia nos contar um pouco sobre a atuação do Centro Brasil no Clima e a relevância de um centro de reflexão e estratégia voltado para as mudanças climáticas? AS: Somos um think tank (e um do tank, também). Em dois anos de vida conseguimos emplacar o Parágrafo 108 da Decisão de Paris, que poderá ser uma revolução na economia de baixo carbono quando mecanismos para sua implementação existirem e o menos-carbono virar moeda do clima. Vale explicar que 196 governos reconheceram que o menos-carbono (as “ações voluntárias de mitigação”) possui um valor social, econômico e ambiental. AS NDCs são voluntárias, então você atribui preço à redução/remoção de carbono e isso abre caminho para o pagamento pela ação de mitigação sob critérios ainda a serem estabelecidos. Funcionamos bem ao apoiar a ratificação do Acordo de Paris com a campanha Ratifica Já! Não somos mais uma ONG climática ou ambientalista, mas um ponto de encontro a serviço delas todas. Tanto que somos orientados por reuniões estratégicas das quais participam algumas das principais lideranças climáticas brasileiras e entre as quais buscamos construir consensos.  Dialogamos amplamente no âmbito nacional e internacional. Penso que o atributo mais importante é esse acesso em transversalidade. Também fazemos trabalhos de formação de lideranças climáticas junto com o Climate Reality Project do Al Gore e organizamos manifestações. iCS: Como o senhor observa o papel do iCS no FBMC, em particular, e no apoio a projetos relacionados com clima, política e economia, em geral? AS: O iCS é quem viabiliza isso tudo, nosso trabalho, o do Observatório, o de alguns dos setores mais avançados da academia que realizam estudos vitais. Sem esse apoio tudo seria muito mais difícil do que já é. iCS: Para finalizar, um pouco sobre o campo da filantropia, que ainda é incipiente no Brasil se considerarmos o universo de mudanças no clima. Como o senhor avalia a importância da filantropia no cumprimento dos objetivos da NDC brasileira? AS: Você mesmo diz, no Brasil não temos muito essa tradição, mas a filantropia globalizada irá ajudar a melhorar nossa mentalidade. Vejo despontar aí uma nova geração que já tem valores diferenciados. A médio prazo sou otimista. A curto ainda vamos passar por muito perrengue, mas assim é a vida. em 27 de abril de 2017
Cobrança do ESS apenas dos consumidores vai a audiência pública na Aneel Canal Energia - Regulação e Política em 26 de abril de 2017
Temer exonera Coelho Filho para reforçar votação da reforma trabalhista Canal Energia - Regulação e Política em 26 de abril de 2017
Transmissoras deverão recolher R$ 51,4 milhões para CDE de fevereiro Canal Energia - Regulação e Política em 26 de abril de 2017
Parecer do Ibama sobre substitutivo da CFT – abril 2017 Observatório do Clima em 26 de abril de 2017
MME institui Grupo de Trabalho voltado a organizar ações do Luz para Todos Canal Energia - Regulação e Política em 26 de abril de 2017