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Política climática e arcabouço institucional

Adesão ao TFFF impulsiona novo padrão para mecanismos globais de financiamento climático

iCS celebra anuência de governos de todas as regiões do mundo ao TFFF. Mecanismo contou com o apoio do Instituto para sua construção

O Instituto Clima e Sociedade (iCS) celebra o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) e o comprometimento feito por países como Noruega, Indonésia, Colômbia e França, que contribuíram para a capitalização do mecanismo, ajudando a compor um capital inicial de US$ 5,75 bilhões. 

Os valores anunciados nesta quinta-feira (6) certamente vão ajudar a escalonar a participação dos fundos soberanos na meta de investimento de US$ 25 bilhões, e contribuir na atração de investimento privado para montante final almejado de US$ 125 bilhões. 

O iCS também comemora o fato de que, logo no lançamento oficial TFFF, 53 nações tenham endossado o mecanismo, entre elas grandes detentoras de florestas tropicais, como Peru, República Democrática do Congo e Gana. 

“Celebramos o entendimento e a adesão significativa dos governos de todas as regiões do mundo ao TFFF. O volume de recursos anunciado hoje demonstra que o Fundo é um mecanismo consistente e inovador de financiamento climático de longo prazo”, disse Maria Netto, diretora executiva do iCS.

Ao longo do processo de construção do mecanismo, o iCS atuou intensamente no fortalecimento do diálogo entre os responsáveis pela conservação das florestas tropicais em diversos países. Esta articulação envolveu o governo brasileiro, o Banco Mundial e a Global Aliance of Territorial Communities (GATC), que reúne organizações de povos originários de 24 países, num total de 958 milhões de hectares de áreas protegidas.  

Neste processo, o Instituto contribuiu para que os guardiões das florestas encaminhassem propostas e recomendações ao governo brasileiro e ao secretariado da COP30, que foram levadas em conta no desenho do fundo. A mais importante delas é a obrigatoriedade do depósito de 20% dos recursos recebidos pelos países em uma conta gerida pelos próprios povos indígenas e comunidades locais, responsáveis pela manutenção da floresta em pé, o que dá concretude ao lema destes grupos: “Nada sobre nós sem nós”.  

“O esperado é que o TFFF contribua de forma decisiva para estabelecer um novo padrão de financiamento climático, que proteja as florestas e garanta protagonismo às demandas dos povos originários e comunidades locais. Temos certeza que outros anúncios de apoio ao Fundo virão ao longo do próximo ano”, disse Maria Netto, diretora executiva do iCS.

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